segunda-feira, 8 de maio de 2017

O mundo dá voltas

Por Letícia Passos


Foto: San Diego Free Press


O mundo dá voltas. 

Ao ascender ao trono americano, seu discurso mudou.
No governo Obama era impensável para ele que os Estados Unidos se intrometessem na questão da Síria.

“Não é um problema americano”, ele ressaltou diversas vezes.

 Agora que senta na Casa Branca, comanda o Pentágono e parcela considerável do poder nuclear mundial, sua visão não é mais a mesma.

Ele precisa mostrar que não é igual ao  antecessor. Que tem punhos de ferro. Que os adversários do american way of life devem temê-lo.

 Sim, temer Donald Trump e sua insanidade. Sua sede por guerra.

“Bombardeie a Síria”, ordena.

“Chantageie a China”, berra.

“Ameace a Coreia do Norte”, vocifera.

“Confronte a Rússia”, esbraveja.

Contanto que não fique pedra sobre pedra.
Contanto que não haja mais dúvidas de quem é quem no tabuleiro.
Contanto que saibam que ele é o Rei.

O mundo deu, de fato, uma volta.
E muita gente continua tonta. 

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Eu estava aqui o tempo todo só você não viu

Metrô de São Paulo exibe obras de artes em suas estações.

Por Letícia Passos



“A Catedral do Povo – Painel 9, 1990”, Gontran Guanaes Netto. (Foto: Marco Santos/USP Imagens)

Os pés descalços mostram a agitação frenética dentro das paredes da estação. E apesar de representar a rotina dos passos que retumbam no piso diariamente, quase ninguém nota sua presença. Nos vagões do trem pouca gente olha para baixo e do piso, na saída da estação, ninguém olha para cima. Esse é o destino dos Painéis 4 e 5, da coleção “A Catedral do Povo”, do pintor brasileiro Gontran Guanaes Netto. Como um quadro pendurado na parede da sala há muito tempo, ninguém mais repara neles.

Situação similar ocorre com os desenhos da estação Corinthians-Itaquera da Linha-11 Coral, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Da plataforma lateral da estação Itaquera do Metrô é possível ver os grafites nas pilastras da estação vizinha — separadas apenas por um vão e uma grade metálica —, mas que pouquíssima gente nota ou encara somente como parte da paisagem diária. Os grafites foram feitos no ano passado para celebrar as Olimpíadas Rio-2016.

Estações como Sé e Tatuapé oferecem não apenas pintura, artes plásticas ou poesia, é possível também encontrar pianos, onde os usuários têm a chance de mostrar seu talento ou, para aqueles que não tocam, a oportunidade de apreciar um espetáculo musical sem precisar ir ao Teatro Municipal de São Paulo para isso.

O Metrô de São Paulo está repleto de cultura em suas estações, basta um olhar ao redor e as artes mais variadas vão saltar no seu caminho, só é necessário um olhar mais atento. É o caso da estação Corinthians-Itaquera, que desde o dia 30 de março, expõe painéis de vidro com informações sobre os personagens do Castelo Rá-Tim-Bum. O motivo da nostalgia é a abertura da Exposição de uma réplica do Castelo no Memorial da América Latina, que fica ao lado do metrô Palmeiras-Barra Funda.



Painéis apresentam os personagens icônicos do Castelo Rá-Tim-Bum.
(Foto: Letícia Passos)

Além das obras de arte, algumas vezes ao ano o metrô oferece aos usuários apresentações de música com bandas locais em pequenos palcos, que ficam montados durante duas ou três horas. Grande parte dos shows acontecem em estações de grande movimento como Sé e Corinthians-Itaquera.

Mas não é apenas o metrô que oferece cultura, muitos artistas de rua utilizam os vagões como espaço para shows: violões para o sertanejo de raiz, violinos para as interpretações clássicas, e até mesmo stand-up, para divertir os passageiros, é possível encontrar nas linhas do metrô.



Violinista se apresenta entre as estações Belém e Guilhermina-Esperança.
(Foto: Letícia Passos)



Mas afinal, tem alguém que nota tanta cultura no transporte público mais utilizado da cidade?

Ao ouvir a pergunta “Você já reparou em alguma obra de arte exposta nas estações que você mais costuma usar?”, o estranhamento é imediato. “Como assim? Exposição ou arte física, como pinturas?”, pergunta Alessandra Coelho (20), estudante de enfermagem. “Pinturas não sei, mas na estação Santa Cecília normalmente tem esculturas”. Três das quatro estações usadas por Alessandra tem alguma forma de arte. Em Itaquera, por exemplo, há oito painéis da coleção “A Catedral do Povo”, de Gontran Guanaes Netto, expostos na saída da estação, que a estudante garante nunca ter notado.

A reação da diarista, Selma Silva (48), foi praticamente a mesma ao ser perguntada se ela já tinha notado que na estação Marechal Deodoro, uma das que ela mais utiliza, tem painéis do mesmo artista. “A única coisa que eu vejo de vez em quando são umas roupas dentro de uma caixa de vidro”, revela ela. “Eu sei que na [estação] Paraíso tem um quadro bem grande com uma poesia, mas nunca consigo ler inteira porque a escada [rolante] chega antes de eu terminar”, conta a diarista. Ao ser informada de que os “vidros coloridos” da estação Anhangabaú são uma obra do artista plástico Mário Fraga, a surpresa em seu rosto é visível. “É mesmo? Já tinha visto, mas nunca parei para pensar sobre elas”.

Na estação Barra Funda, muitos dos usuários se surpreenderam ao serem apresentados ao painel “Movimento” de Cláudio Tozzi. Victória Bassi (18), estudante de Jornalismo, que utiliza a estação há um ano, nunca tinha notado. “Onde eles estão?”, pergunta, olhando ao redor. Ao vê-los, ela os observa por um minuto: “Quantos são? Ou só tem aquele?”, quer saber. Além dos painéis, a estação tem uma escultura do artista plástico Emanuel Araújo, intitulada “A Roda”.

Como Alessandra, Victória e Selma, das milhares de pessoas que passam pela Linha Vermelha-3 do metrô — uma das mais utilizadas da cidade — quase nenhuma repara nas obras de arte exibidas nas estações e, quando alguém as nota, não tira mais do que alguns segundos para apreciar o desenho ou o jogo de cores, e com o passar do tempo elas voltam a fazer parte da paisagem diária e não tem mais nada de surpreendente a oferecer aos passantes.


E como diz a música “Na sua estante” da cantora baiana Pitty “Eu estava aqui o tempo todo só você não viu”. As obras estão ali expostas há anos, mas a pressa do dia-a-dia e as dezenas de distrações provindas dos arredores impedem que os usuários do metrô as enxerguem de verdade.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Tom crítico na música pop internacional

Letras mais críticas e oposição ao sistema: polêmicas e conscientização.

Por: Giovana Costa

A música sempre foi um meio de expressão muito importante para a sociedade. No Brasil por exemplo, durante os anos 80 surgiam muitas bandas influenciadas pelo new-wave e o punk, as críticas políticas eram praticamente a base para as canções, como “Que país é esse?” de Legião Urbana, “Ideologia” de Cazuza e “Até quando esperar?” de Plebe Rude. Apesar do rock ter essa característica de quebrar paradigmas e ir contra o sistema, a música pop também tem surpreendido com lançamentos mais críticos, que vão além da superficialidade das letras usuais sobre festas, dinheiro e curtição. 
      
Cantoras se posicionam na música pop: Beyoncé, Madonna e Katy Perry.
Em 2003, após ter se envolvido em lançamentos polêmicos sobre religião e sexualidade, a cantora Madonna resolveu lançar um disco intitulado “American Life”, no qual se dedicou a tratar de assuntos sobre a vida americana. Com seu primeiro single, Madonna criticou a superficialidade das guerras, já que na época as tropas americanas se encontravam no Iraque através das ordens do, até então, presidente George W. Bush (parece até mentira estarmos vivendo um momento tão atual, o clipe poderia muito bem ilustrar o que têm acontecido na Síria, nas últimas semanas). No clipe da faixa que dá título ao álbum, a cantora expõe um desfile de moda com roupas que envolvem camuflagem, granadas, arames farpados e membros decepados devido às guerras, enquanto as pessoas assistem a tudo com normalidade, ela surge mostrando os horrores da guerra em um grande telão. Madonna também critica o modelo de vida americano baseado no consumo desvairado, pontuando suas falhas: “Eu gostaria de expressar meu ponto de vista extremo. Não sou cristã e nem judia, só estou vivendo distante do sonho americano. E acabo de descobrir que as coisas não são o que parecem ser”. Esta parecia ser a última vez que uma cantora da música pop faria críticas tão severas, já que o clipe de Madonna foi banido em muitos lugares e desde então, a cantora já não vende como costumava vender nos Estados Unidos.
Confira o vídeo (e tente segurar a marimba, após esse lacre): https://www.youtube.com/watch?v=sNAw3f5VXA8

Quando a rainha já chega chegando, já sabemos que o assunto é sério.
Entretanto, em fevereiro do ano passado, a cantora Beyoncé lançou seu novo single e clipe “Formation”, o carro chefe de seu último disco “Lemonade”. A música pauta-se na história e na luta da população negra nos Estados Unidos. O clipe traz muitas referências como o abuso de poder policial, a segregação racial e até o movimento “Black Lives Matter”. Desde 2013, o movimento que, luta contra a desigualdade racial no sistema de justiça criminal dos Estados Unidos, tem ganhado espaço através das redes sociais. As composições mais conscientes geram uma força maior para os movimentos sociais, pois a popularização dessas músicas faz com que as pessoas compreendam mais as lutas das pessoas historicamente oprimidas. É exatamente o caso da canção de Beyoncé que faz referência a acontecimentos históricos como o ocorrido em 2010, em Nova Orleans, quando um ativista negro foi assassinado, aos 22 anos, após sair do chá de bebê de seu filho. Como o crime não foi resolvido, a música inicia-se com uma pergunta: “O que aconteceu em Nova Orleans?”.
"Okay ladies, now let's get in formation!" Vem: https://www.youtube.com/watch?v=WDZJPJV__bQ

Bey já exibe as tranças toda trabalhada no empoderamento <3
Após a vitória de Donald Trump nas eleições para presidente dos Estados Unidos no ano passado, muitos artistas mostraram-se descontentes com o fato e marcaram presença na “Women’s March” que aconteceu em janeiro de 2017. A marcha das mulheres aconteceu em inúmeras partes dos Estados Unidos e reuniu uma multidão insatisfeita com a escolha do presidente. Em janeiro deste ano, a cantora Katy Perry, que também foi um dos destaques da marcha, lançou seu novo single: “Chained To The Rhythm” (“acorrentados ao ritmo”). A cantora apoiou durante muito tempo a concorrente de Trump, Hillary Clinton, e durante esse período pré-eleições se mostrou muito mais engajada nas questões políticas e sociais do país, o que se refletiu na sua música. A canção faz críticas diretas ao sistema como um todo, ela fala sobre alienação e como utilizamos a diversão como “escapismo”, deixando de se importar com questões importantes: “Estamos loucos? Vivendo nossas vidas através de lentes, confortáveis em nossas bolhas… Você não está sozinho nessa utopia, onde nada nunca será suficiente. Estamos deliciosamente entorpecidos. Estamos todos acorrentados ao ritmo.” 

Katy (toda maravilhosa, claro) tentando compreender a patifaria toda.
No clipe, a cantora retrata “Oblivion”, um parque de diversões que faz alusão as polêmicas políticas imigratórias de Trump, ao machismo e ao uso da guerra como instrumento de poder. “Chained To The Rhythm” também conta com a participação de Skip Marley, imigrante jamaicano (neto de Bob Marley) que deixa claro sua posição, na canção: “ O meu desejo é derrubar os muros para conectar e inspirar. Prestem atenção aí em cima, seus mentirosos. O tempo do império está acabando. Enquanto eles tropeçam e tateiam, nós estamos prestes a nos revoltarmos! Eles acordaram os leões!”. 
Vem conhecer Oblivion, se atente bem a todas as referências, hein?! São vááárias! https://www.youtube.com/watch?v=Um7pMggPnug

As canções também tiveram ótimo desempenho nas paradas, nas redes sociais por exemplo, os vídeos das músicas são compartilhados constantemente, chegando a 100 milhões de acessos no YouTube. Além do desempenho, as músicas fazem com que as pessoas se interessem pelo assunto e até procurem saber mais sobre. Seja em 2000 ou 2017, o fato é que a tendência de músicas mais críticas tem agradado e têm se mostrado uma boa forma de trazer mensagens mais engajadas em causas importantes como o racismo, a homofobia, o machismo e o consumo desacerbado, através da música.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Loka das Séries — Precisamos falar de #13ReasonsWhy

Mais do que entretenimento, a nova série da Netflix aborda a temática dos dramas subestimados vividos por adolescentes em todo o mundo.

Por Letícia Passos




Thirteen Reasons Why (Os Treze Porquês, no Brasil) estreou há uma semana na Netflix e já conquistou uma legião de fãs em todo o mundo, especialmente o público adolescente, que tem se identificado com a temática da série. O programa foi inspirado no livro de mesmo nome do escritor americano Jay Asher.

A série conta a história de Hannah Baker, uma jovem de 17 anos, que é nova na cidade e na escola Liberty High School e acaba se envolvendo com pessoas erradas que destroem sua reputação, sua autoestima e, por fim, sua vida. Hannah era uma garota alegre que foi colocada diante de situações constrangedoras e alarmantes capazes de tirarem o seu desejo de viver e ver o futuro que sempre sonhou em ter se realizar.

Cada episódio traz o histórico de Hannah com um personagem cujas ações a humilharam ou magoaram de alguma forma. Uma por uma, as atitudes das pessoas que ela considerou “amigas” foram despedaçando seu corpo, sua alma e seu coração. São 13 fitas que detalham os momentos felizes e também os dolorosos vividos por ela ao longo de dois anos.

Thirteen Reasons Why veio como um alerta a pais, alunos e professores sobre os problemas enfrentados pelos jovens: o bullying, a necessidade de se encaixar e fazer parte de um grupo, os amores frustrados e /ou platônicos, o estupro e o assédio, a homossexualidade, o abuso de drogas (como álcool e maconha) e o suicídio. São muitos assuntos que fazem o telespectador refletir sobre como a sociedade moderna tem se comportado. A série aponta a distração dos pais ao não notarem os problemas dos filhos, pessoas que preferem enfrentar os problemas sozinhos a se abrir com alguém, jovens que usam a automutilação como forma de lidar com a repressão de sentimentos ou a intimidação como forma de esquecer os problemas vividos dentro de casa.

Foto: Diários de um seriador

Um dos motivos apontados pela série sobre o que faz os jovens esconderem agressões e abusos físicos ou verbais sofridos no ambiente escolar ou mesmo dentro de casa é o medo de ser julgado, visto como fraco ou ser tachado como “dramático” por pessoas que não compreendem que esta fase é crucial para a formação emocional de uma pessoa e que qualquer problema, por menor que seja, deve ser tratado com seriedade e resolvido de maneira adequada. Assim, a série mostra a importância do apoio, compreensão e diálogo entre amigos e familiares diante dos dramas vividos pelos adolescentes.

A série traz à memória a importância de campanhas como “Setembro Amarelo” que conscientizam a população de que o suicídio é um problema sério possível de ser prevenido. A organização de prevenção ao suicídio já registrou um aumento no número de pedidos de ajuda desde o lançamento da série, demonstrando o impacto positivo que Thirteen Reasons Why gerou no público.

Com tantas críticas e resultados bons é de se esperar que a série tenha mais algumas temporadas, mas nada está confirmado ainda. No entanto, a produtora da série Selena Gomez (sim, a cantora!) e a atriz Katherine Langford (Hannah Baker) deram a entender em entrevista que há muito a ser contado, o que possivelmente traria mais algumas temporadas pela frente. “Definitivamente há mais história para serem contadas. Seria legal continuar esse diálogo. Há tantos ganchos no final da temporada”, comentou Katherine. “Nós ainda não sabemos o que acontecerá, mas sabemos que há muitas histórias profundas por trás de cada personagem. É por isso que se tornou uma série em primeiro lugar. Então, vamos ver”, explicou Selena Gomez.

O público com certeza está esperando por uma segunda temporada que vá explicar o futuro de Bryce Walker (Justin Prentice), Alex Standall (Miles Heizer) e Jessica Davis (Alisha Boe), por exemplo, além do segundo protagonista Clay Jensen (Dylan Minnette).


E você? Já assistiu? O que achou da série?

terça-feira, 4 de abril de 2017

Loka das Séries — Chegou o julgamento. E agora?

Por Letícia Passos





Como telespectador, você já deve estar acostumado a acompanhar a investigação de um crime, seja assassinato, roubo ou mesmo um incêndio criminoso. Mas depois que se descobre o culpado, o que acontece? Ele/ela é levado à justiça, certo? Você saberia descrever como acontece a seleção do júri, dos promotores ou do advogado de acusação e defesa? Se a sua resposta é não para alguma dessas perguntas, temos séries perfeitas para te dar um insight sobre o assunto. Caso você saiba, que tal se divertir na companhia de uma turma que sabe tudo sobre julgamento?

A sugestão de hoje vai para a série Bull, do canal americano CBS. O programa é inspirado no início da carreira do doutor Phil McGraw, que também é criador da série. Phil McGraw é um psicólogo americano que se tornou conhecido ao participar dos programas da Oprah Winfrey (rainha da TV americana!) como consultor de comportamento e relações humanas. Dr. Phil, como é mais conhecido, começou sua carreira ajudando advogados a defender seus casos no tribunal usando psicologia.

Os lemas da série são “Outthink the system” e “He’ll get you off” (algo como ‘seja mais esperto que o sistema’ e ‘ele vai te tirar dessa’) e, de fato, é isso o que o Dr. Jason Bull faz espetacularmente bem. Interpretado pelo lindo e talentoso Michael Weatherly (Anthony DiNozzo, de NCIS), de forma ousada e brilhante, Dr. Bull usa seu conhecimento sobre a natureza humana para ajudar seus clientes a convencer o júri da inocência deles e alcançar o veredito Not Guilty (inocente).

Além da genialidade de Bull, a Corporação de Análise de Julgamento (ou TAC) conta com uma equipe especializada que cuida desde as roupas que mais podem influenciar o júri até a análise tecnológica de reações físicas e emocionais dos jurados a partir do “júri espelho” — pessoas que tem os mesmos gostos que o júri verdadeiro.

O que muitos telespectadores pensam ao assistir essa série é: Bull está burlando o sistema ou está apenas usando os recursos que tem ao seu dispor para ajudar seus clientes? Essa resposta você só saberá acompanhando cada caso analisado por ele. O que podemos garantir (por enquanto) é que a TAC apenas aceita clientes que são realmente inocentes.

Além dos atores talentosos no elenco, como Michael Weatherly e Freddy Rodriguez (Miguel O’Hara, de Espetacular Homem-Aranha), a série é produzida por ninguém menos que Steven Spielberg, que tem no currículo produções como Jurassic Park, AI – Inteligência Artificial, e O resgate do soldado Ryan. Quem nunca ouviu falar desse gênio de Hollywood?

Com uma trama intrigante, atores de peso e um dos nomes mais adorados do cinema na produção da série, não tem como não assistir Bull. A série, que está na primeira temporada (ainda em exibição), já teve renovação confirmada pela CBS. Agora é só preparar a pipoca e se divertir ao lado do Dr. Bull e sua equipe. 

sábado, 11 de março de 2017

Loka das Séries — #TVDForever: O fim de uma era

Por Letícia Passos




Foi ao ar ontem à noite (10), o último episódio de The Vampire Diaries. A série, baseada nos livros de Lisa Jane Smith, estreou em 10 de setembro de 2009 e conquistou o coração de muitos adolescentes nos últimos oito anos. Ao lado de Twilight, TVD trouxe os vampiros para o topo da lista das criaturas sobrenaturais mais populares dos últimos tempos.

Como todo show, The Vampire Diaries teve seus altos e baixos, mas os fãs nunca deixaram que os momentos ruins afetassem seu amor pela série. E houve muitos momentos ruins ao longo das oito temporadas, especialmente depois da saída dos Originais, na 4ª temporada, para a criação do spin-off de mesmo nome — que, aliás, não é um programa muito atrativo, na minha opinião.

Outro ponto frustrante da saga foi a transformação de Elena Gilbert em vampira. Muitos fãs esperavam por esse momento, mas as mudanças pelas quais a personagem passou para se adaptar a sua nova condição começaram a tornar Elena cansativa mesmo com o tão esperado relacionamento com Damon acontecendo. No entanto, a atuação de Nina Dobrev como Katherine Pierce foi impecável e sua aparição em Mystic Falls no episódio final como a Rainha do Inferno foi um dos momentos mais aguardados pelos fãs.

Episódio 8x15

Episódio 8x15

A saída de Nina Dobrev no final da 6ª temporada gerou muitas especulações, principalmente por causa do relacionamento de Ian Somerhalder — ex- namorado de Nina — com Nikki Reed, mas a atriz negou qualquer rumor relacionado a essa questão, garantindo que sua saída da série foi por questões profissionais, pois ela não queria ser conhecida apenas como Elena Gilbert. Como consequência da saída da atriz, a sétima temporada foi a de menor audiência da série. Felizmente, a ausência de Elena na trama forçou os produtores a focarem mais na relação entre Stefan e Damon, uma mudança muito bem vinda no rumo da história.

Com a partida de Klaus e seus irmãos de Mystic Falls, e a morte de Katherine a qualidade dos vilões caiu, e os enredos se tornaram cada vez mais enfadonhos embora em alguns momentos a série tenha conseguido fazer com que alguns episódios fossem mais atrativos. Um dos poucos vilões interessantes pós-Originais foi Malachai Parker (conhecido como Kai), um Shiphoner (bruxo que absolve a energia de outros seres místicos), que reapareceu na última temporada para se despedir dos fãs, provando ter sido de fato um bom vilão.

As amizades inesperadas de Damon Salvatore foram alguns dos pontos mais surpreendentes da série. Alaric Saltzmann, Bonnie Bennet e Elizabeth Forbes engrandeceram o personagem e moldaram o caráter de Damon tanto quanto seu amor por Elena e sua relação de amor e ódio com o irmão, Stefan.

Mas não foram só as amizades imprevistas que surpreenderam os fãs. Apesar de ter havido algumas especulações após o término de Stefan e Elena, o relacionamento de Stefan e Caroline (Steroline) surpreendeu e agradou a muitos fãs. No entanto, foi Bonenzo (shippe de Bonnie e Enzo), que não parecia ser uma possibilidade, que espantou os telespectadores na sétima temporada. O casal conquistou o público muito rápido e grande foi o choque quando Enzo foi assassinado por Stefan durante sua busca pela cura para se tornar humano e ser capaz de desfrutar de uma vida mortal com Bonnie. A despedida do casal, exibida no penúltimo episódio de The Vampire Diaries, foi emocionante.

Episódio 8x15

Os fãs da série que tiveram a curiosidade de ler os livros que inspiraram o show notaram que as histórias são muito diferentes e que a produção televisiva era muito mais interessante e atrativa do que o livro e um ponto em que muita gente concorda é de que Matt Donovan (Matt Honeycutt, no livro) foi muito pouco explorado — no livro o personagem tem maior importância nos acontecimentos do que teve na série. Somente na 8ª temporada Matt ganhou um pouco mais de espaço, mas nada muito significativo comparado à história original.

The Vampire Diaries não teria sido o sucesso que foi se as falhas não pudessem ser superadas e por isso não podemos deixar de mencionar momentos icônicos de TVD como, por exemplo, a lista de namorados de Caroline que incluem nomes como: Damon, Matt, Tyler, Klaus, Alaric e Stefan; sem mencionar outros personagens que passaram rapidamente pela série. Outro momento inesquecível dessa saga é o primeiro encontro entre Elena e Damon. Antes da revelação dessa cena, todos acreditavam que Stefan tinha sido o primeiro a encontrar Elena, dando a ele, portanto, o “direito” de ficar com a moça. Quem fazia parte do #TeamDamon comemorou muito essa reviravolta na trama.

E falando em Damon, não podemos esquecer o “Hello, brother”, que marcou a aparição dele no programa e foi o título do primeiro episódio da temporada final como marco da história dos irmãos Salvatore e que, naturalmente, também encerrou a série. E o que falar da transformação de Stefan em humano? Ninguém esperava por isso! Mas Stefan sempre desejou voltar a ser humano e, apesar de as circunstancias em que aconteceu, foi algo que muitos fãs torciam muito para que ocorresse ainda no período em que ele estava com Elena.

Episódios 1x01/8x01

Mesmo com a queda na audiência e as muitas críticas, The Vampire Diaries foi uma das séries mais populares e aclamadas dos últimos anos e encerrou seu legado em grande estilo.

O último episódio de TVD começou cheio de surpresas e com Katherine fazendo o que ela faz de melhor: enganar e distrair os irmãos Salvatore. Como o prometido por Julie Plec, produtor e diretora do programa, a volta de Elena foi cercada por uma morte trágica de alguém muito amado e trouxe lágrimas aos olhos dos personagens e dos fãs (eu que o diga!).

O fim da saga também trouxe a volta de personagens que marcaram a série como Jeremy e John Gilbert, Elizabeth Forbes e tia Jenna. Como o título do episódio prometeu, foi épico do começo ao fim como o show se propôs a ser desde o início. O adeus foi inevitável, mas valeu cada segundo.

Esperamos ver Paul Wesley, Ian Somerhalder, Nina Dobrev, Kat Graham e Candice King em outras produções tão fascinantes quanto essa ao longo dos próximos anos e torcer para que eles tenham ainda mais sucesso em suas carreiras, porque talento esse pessoal já mostrou que têm de sobra.

E você o que achou da série?

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

BookTip — Um Amor de Cinema

Por Letícia Passos

(foto: Letícia Passos)

“Foi assim que (...) se conheceram. A magia do garoto que conhece a menina, a angústia da conquista e da perda, a serendipidade do que tinha de ser. Não importa se a comédia romântica segue um curso previsível; reagimos porque ela é baseada na verdade. Na magia.”

Em sua estreia na literatura, Victoria Van Tiem mostrou-se uma escritora que merece um cantinho especial na sua estante. Love like the Movies (Um Amor de Cinema, no Brasil) encanta não apenas pelo texto perfeito, mas pela qualidade dos personagens, assim como pela história cativante que não te permite parar de ler. Além disso, o livro reúne as comédias românticas clássicas do cinema e garante altas doses de risadas. Acredite, você nunca leu uma história mais original que tenha o “clichê nosso de cada dia” como matéria prima.

Apenas pelo título já imaginamos uma história perfeita com um final feliz — como no cinema. Esse chick-lit garante o que os leitores mais esperam do gênero: uma heroína forte, determinada e romântica, mas se você acha que Kensington Shaw vai cair de quatro por Shane Bennett na primeira troca de olhares, bem, você está enganada. Especialmente porque Kenzi está noiva de Bradley Connors, um loiro lindo de olhos azuis cativantes que é completamente apaixonado por ela. O homem perfeito, na visão de sua família.

Shane e Kensington tiveram um relacionamento durante a faculdade, mas uma traição separou os dois e Kenzi jamais foi capaz de perdoar o erro de Shane. Para reconquistá-la, esse britânico cheio de charme vai usar sua arma mais poderosa: seu conhecimento sobre ela. Apaixonada por comédias românticas, Kenzi não resiste quando seu ex a desafia a viver as cenas mais memoráveis de seus filmes favoritos.

Sua aceitação renderá não apenas momentos preciosos que são os sonhos de qualquer garota romântica, mas pode também salvar o seu emprego. Não há como recusar. Para Shane, é uma oportunidade única para provar que seu amor por ela, apesar do oceano que os separa e as decepções do antigo relacionamento, não foram capazes de fazê-lo esquecer da garota que o fez se apaixonar pelos romances hollywoodianos.

Será que Kensington será capaz de resistir aos encantos de Shane Bennett ou a antiga chama que os uniu na faculdade vai voltar a reacender ainda mais forte?

Você vai adorar cada pedacinho do caminho que conduz à resposta.