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| Foto de divulgação |
Dior é uma das minhas marcas favoritas, em parte por causa
do design e qualidade incrível de seus produtos, além de ter sido uma das
primeiras maisons que eu conheci quando eu me apaixonei pela moda. Durante a
última semana de Alta Costura, realizada entre os dias 22 e 26 de Janeiro em
Paris, Maria Grazia Chiuri, ex-Valentino e primeira mulher a assumir a Direção
Criativa da Dior, apresentou a sua terceira coleção para a marca, sendo essa a
primeira de Couture. E ela não
desapontou.
O cenário do show foi um Jardim falso montado dentro dos
jardins do Musée Rodin. Em um formato estilo labirinto, a montagem ficou
encantadora quando as modelos entraram usando os designs maravilhosos de Grazia
Chiuri. Mas a escolha não foi apenas por motivos estéticos, ela tem vários
significados.
A floresta à La Contos de Fada foi um dos meios pelo qual
Maria quis mostrar o seu desejo de injetar um pouco de naturalismo a fantasia
da Couture. O que, em minha opinião, ela atingiu maravilhosamente.
“Não quero tirar a sensação de sonho. Mas quero fazer com que a Couture seja
usável.” – Maria Grazia Chiuri para Vogue América
O jardim também é uma metáfora para a vida e carreira da estilista.
Após 19 anos trabalhando em Roma na Valentino, 8 deles como diretora criativa
ao lado de Pierpaolo Piccioli, que continua na casa italiana, ela se mudou para Paris para assumir a sua
nova posição. Mais uma vez ela está se encontrando no labirinto da vida.
O terceiro significado para o cenário escolhido foi a
vontade de homenagear o fundador da marca, Christian Dior, e a sua paixão por
flores e jardins. Como Monsier uma vez disse, “Após as mulheres, as flores são
as criações mais divinas”.
As modelos entraram na passarela com uma “maquiagem de
bonita” e enfeites de cabelos feitos por Stephen Jones, que tinha jardins como
referencia e que lembram a Maria Antonieta de Sofia Coppola. Muitas delas
também usavam colares com grandes flores ou borboletas em cor de cobre que
modernizavam os looks.
Um detalhe da maquiagem foi a aplicação de glitter dourado nos
olhos. Tendência de beleza, Peter Phillips a modernizou ao lhe dar o formato de
estrela, detalhe que combina com os toques místicos que Chiuri sempre adiciona
as suas coleções na Dior.
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| Fotos: Vogue Runway |
Mas o melhor foram as roupas. Foi de tirar o folego ver tais
obras primas em movimento, mesmo que tenha sido através de uma tela. A coleção
é muito Maria Grazia Chiuri, ao mesmo tempo em que é muito Dior.
E isso só aconteceu porque, além de ter se mantido fiel ao
seu estilo, ela modernizou as silhuetas clássicas da maison, como o New Look e
o Tailleur Bar. Ela adicionou peplums, plissados e mangas bufantes para peças
que gritam Dior.
Para deixar a coleção ainda mais a sua cara, Maria Grazia
adicionou detalhes como símbolos de tarot a saias, algo que fez nas outras
coleções para a marca. Além disso, ela também adicionou as famosas alças J’Dior
de seu primeiro desfile a alguns dos vestidos.
























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