quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Moda Na Veia: Christian Dior Primavera 2017 - Alta Costura

Por Carol Buzo

Foto de divulgação
Dior é uma das minhas marcas favoritas, em parte por causa do design e qualidade incrível de seus produtos, além de ter sido uma das primeiras maisons que eu conheci quando eu me apaixonei pela moda. Durante a última semana de Alta Costura, realizada entre os dias 22 e 26 de Janeiro em Paris, Maria Grazia Chiuri, ex-Valentino e primeira mulher a assumir a Direção Criativa da Dior, apresentou a sua terceira coleção para a marca, sendo essa a primeira de Couture.  E ela não desapontou.


O cenário do show foi um Jardim falso montado dentro dos jardins do Musée Rodin. Em um formato estilo labirinto, a montagem ficou encantadora quando as modelos entraram usando os designs maravilhosos de Grazia Chiuri. Mas a escolha não foi apenas por motivos estéticos, ela tem vários significados.

A floresta à La Contos de Fada foi um dos meios pelo qual Maria quis mostrar o seu desejo de injetar um pouco de naturalismo a fantasia da Couture. O que, em minha opinião, ela atingiu maravilhosamente.

“Não quero tirar a sensação de sonho. Mas quero fazer com que a Couture seja usável.” – Maria Grazia Chiuri para Vogue América

O jardim também é uma metáfora para a vida e carreira da estilista. Após 19 anos trabalhando em Roma na Valentino, 8 deles como diretora criativa ao lado de Pierpaolo Piccioli, que continua na casa italiana,  ela se mudou para Paris para assumir a sua nova posição. Mais uma vez ela está se encontrando no labirinto da vida.

O terceiro significado para o cenário escolhido foi a vontade de homenagear o fundador da marca, Christian Dior, e a sua paixão por flores e jardins. Como Monsier uma vez disse, “Após as mulheres, as flores são as criações mais divinas”. 


As modelos entraram na passarela com uma “maquiagem de bonita” e enfeites de cabelos feitos por Stephen Jones, que tinha jardins como referencia e que lembram a Maria Antonieta de Sofia Coppola. Muitas delas também usavam colares com grandes flores ou borboletas em cor de cobre que modernizavam os looks.


Um detalhe da maquiagem foi a aplicação de glitter dourado nos olhos. Tendência de beleza, Peter Phillips a modernizou ao lhe dar o formato de estrela, detalhe que combina com os toques místicos que Chiuri sempre adiciona as suas coleções na Dior.

Fotos: Vogue Runway
Mas o melhor foram as roupas. Foi de tirar o folego ver tais obras primas em movimento, mesmo que tenha sido através de uma tela. A coleção é muito Maria Grazia Chiuri, ao mesmo tempo em que é muito Dior.

E isso só aconteceu porque, além de ter se mantido fiel ao seu estilo, ela modernizou as silhuetas clássicas da maison, como o New Look e o Tailleur Bar. Ela adicionou peplums, plissados e mangas bufantes para peças que gritam Dior.

Para deixar a coleção ainda mais a sua cara, Maria Grazia adicionou detalhes como símbolos de tarot a saias, algo que fez nas outras coleções para a marca. Além disso, ela também adicionou as famosas alças J’Dior de seu primeiro desfile a alguns dos vestidos.

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