segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Resenha: "Kimi no Na wa"

Por: Rocio Paik




O que mais esperar de um filme direcionado por Makoto Shinkai? Seguindo a trilha de sucesso deixado por seu filme anterior: ‘5 Centimeters Per Second’, ‘Kimi no Na Wa’ (conhecida também como ‘Your Name’) foi um dos filmes mais aguardados desde o anúncio de seu lançamento, em 2015. Finalmente, estreado em agosto deste ano, o sucesso do filme ultrapassou as expectativas do público japonês, assim como o internacional, deixando a obra animada no ranking mais alto da indústria de entretenimento japonesa.

O enredo ficcional de ‘Kimi no Na wa’ acontece em Japão, destacando a vida de Mitsuha Miyamizu, uma garota colegial, cansada de viver no interior do país. Certo dia, Mitsuha sonha que se tornou em um garoto, também colegial, de Tóquio. Em contrapartida, o garoto de seus sonhos, Taki Tachibana, sonha que se tornou em uma garota da zona rural do país. Assim, os dois trocam os corpos. Ao longo da trama, o mistério dos estranhos sonhos vai sendo desvendado com um refrescante toque de romance e leve amargura.

A história da obra realmente impressiona o espectador e o leva para fora das expectativas dos enredos clichês de romance. Ela é preenchida por metáforas que transmitem mensagens comoventes. Do primeiro ao último segundo, o enredo prende a atenção através do desenvolvimento dos fatos e, o mais importante, as revelações de ocorrências e acontecimentos inesperados que conseguem responder às dúvidas do espectador, ao longo da trama.

A trilha sonora do filme é simplesmente fantástica. A musicalidade combina perfeitamente com as situações e ambientes. A melodia das músicas cumpre o seu papel, levando o espectador a viver a história junto com as personagens. Quando é para ficar triste, ele fica triste. Quando é para se divertir, ele se diverte. Quando é para se aliviar, ele se alivia. Tudo ao som do filme.

Outro ponto notório do filme é a caracterização dos protagonistas. A representação da troca de corpos realçam o humor do filme. Para enfatizar o efeito da mudança, o dublador de Taki distorce sua voz, resultando na imagem mais “fofa” e feminina de Mitsuha, enquanto a dubladora da garota tenta implantar uma figura mais indelicada. Parece estranho, porém, essa troca de papéis do comportamento dos protagonistas consegue fazer o público se familiarizar e imaginar como seria engraçado viver a vida de outra pessoa completamente diferente de você.

Por fim, o maior elogio vai para a animação do filme. É possível enxergar muito bem o esforço posto por parte do trabalho na animação  destacando toda a movimentação, gestos, expressões, cenários  da obra. As movimentações e as cores escolhidas casam perfeitamente com o clima da história. E, elas não apenas dão vida aos ambientes, como também funcionam em transmitir determinados sentimentos e emoções ao espectador. Em poucas palavras, perfeito.

Para as pessoas que procuram algum filme animado e comovente, ‘Kimi no Na wa’ é, com certeza, a primeira opção. As peculiaridades da trama, a combinação de sons, as personagens simpáticos, a animação, o romantismo piegas, o humor, as lágrimas, a alegria e a empatia se juntam para formar algo que não é apenas arte, mas, obra-prima.

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