quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Tiro, Porrada e Bomba

Por: Letícia Passos




Quem precisa de dois olhos ou um rosto sem cicatrizes? Quem não adora carregar marcas roxas depois de um passeio movimentado na Paulista? Todo mundo do rolê foi lá para receber as premiações dos paladinos da ordem.

Sérgio foi fotografar a bagunçinha da galera da democracia e sentiu um impulso forte, irresistível, que o colocou diante da melhor foto de sua vida: uma bala em plena trajetória. Infelizmente, a foto não rendeu. Ele não conseguiu pegar o melhor ângulo. Na próxima, quem sabe?.

Deborah decidiu se aventurar também. O maior desafio de sua juventude: se colocar diante de estilhaços de bombas de efeito moral. E lá estava ela, pronta para angariar seu prêmio: a perda do olho esquerdo. Missão completada com sucesso!

Tantos outros comparecem às manifestações não apenas para mostrar seu poder como povo — ou a ilusão de poder, vai saber —, mas buscar também o certificado de participação. Cassetete no lombo: com sorte algumas costelas trincadas; bala de borracha na perna: alguns pontos na coxa, um verdadeiro perdulário; gás lacrimogêneo — o mais fácil de todos os prêmios —: olhos injetados, assim a turma pensa que você está na high

E os mantenedores da ordem, os grandes heróis da noite sempre de olho, com seus escudos levantados, capacetes imponentes e as armas em mãos – os Robocops brasileiros —, aguardam o próximo cidadão libertário em busca de uma aventura. Para este bravo guerreiro a PM dedica o poema de Valesca: Bateu de frente é só tiro, porrada e bomba. 

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Loka das Séries & Política: A Indústria Cultural está sambando na cara da Revolução

Por Letícia Passos


Ficções científicas mostram o futuro da sociedade capitalista


Você já parou para se perguntar por que a maioria das séries (e livros) futuristas descrevem cenários sociais em que as grandes corporações ditam as regras políticas, econômicas e comportamentais da sociedade? Algumas produções televisivas têm esta temática como assunto principal e em outras vem diluída na história central. A maioria dos telespectadores — apesar de sentirem a mesma indignação e revolta dos personagens e torcer para que eles tenham sucesso na luta contra o sistema — não nota que essa mesma luta acontece na realidade, ainda que de forma mascarada.

Infelizmente, grande parte dessas séries coloca os revoltosos como vilões da história, ainda que eles sejam personagens principais ou coadjuvantes. Um exemplo de vilanização de rebeldes (lê-se classe trabalhadora) pode ser encontrado na série canadense Continuum, em que a personagem principal (Kiera Cameron) trabalha para as corporações e confronta o grupo "terrorista" Liber8. Lutando contra a desigualdade social e a intensa exploração corporativa, o grupo viaja 60 anos no tempo para impedir que as empresas consigam o poder que, posteriormente, as colocará como figura dominadora do sistema.

O enredo da série gira em torno da disputa entre a policial, que os seguiu até o passado para impedi-los de mudar a história, e o grupo Liber8. O ponto mais interessante da série é que o momento crucial de mudança do status da sociedade acontece no nosso presente. Este mesmo que vivemos, com a tecnologia sendo ponto de partida para quase tudo.

Outra série que aborda essa temática da luta de classes é Dark Matter, apesar de assumir um ponto de vista diferente de Continuum. E mais uma vez aqueles que lutam contra o sistema são transformados em vilões, embora neste caso sejam anti-heróis. A série narra a história de um grupo de criminosos que viaja pelo universo roubando grandes corporações. Dark Matter começa no momento em que os personagens principais, devido a certas circunstâncias não reveladas, perdem a memória e se veem perseguidos pela Autoridade Galáctica (polícia) sem entender o motivo. Ao longo das duas temporadas, a série exibe de maneira sutil esse combate à dominação social exercida pelas corporações.

Blindspot — série já recomendada aqui — também aborda o assunto por um ângulo diferente. O grupo rebelde Sandstorm não combate as corporações diretamente, mas o Estado, que se curva à vontade delas em nome de acordos político-econômicos vantajosos para os governos, permitindo que atrocidades aconteçam e escondendo as provas para que a população não descubra. Pintado como o inimigo, Sandstorm age de maneira nada ortodoxa para instigar a revolução, trazendo à tona as ações governamentais que prejudicam a sociedade.

Esses são apenas alguns exemplos de séries que "preveem" o futuro da humanidade de maneira bem próxima da realidade.

E por que a Indústria Cultural produz séries que podem fomentar a revolução e destruir o sistema — Capitalismo — que a mantém funcionando? Muito simples! Como o documentário canadense The Corporation (2003) salienta, as grandes produtoras e emissoras de televisão, principais manipuladoras da opinião pública, aprovam essas séries porque não acreditam que seu conteúdo seja suficiente para conscientizar e causar mobilização social significativa. De certa forma, essa crença não está tão longe da verdade, afinal a maioria das pessoas não está preparada para despertar e sair da zona de conforto gerada pelo analfabetismo político.

Agora que você teve uma palinha da realidade, vai continuar permitindo que as grandes empresas esfreguem na sua cara que estão atuando deliberadamente para controlar a sociedade bem debaixo do seu nariz? Ou vai começar a agir como ser político e fazer algo a respeito? Não é necessário sair às ruas (ainda) com meia dúzia de cartazes, atos simples como conscientização podem fazer toda diferença.

Eu fiz a minha parte. E você, vai fazer a sua?

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Loka das Séries – THE BLACKLIST

Por Letícia Passos



“Um gênio do crime. Uma agente novata. Ele a escolheu por um motivo.”


Se você nunca ouviu falar nesta série, PEL’AMOR DE DEUS!, se atualize! The Blacklist (Lista Negra, no Brasil) é uma das melhores séries policiais produzida nos últimos anos (minha opinião de fã). A série gerou muitas polêmicas no ano passado nos episódios finais da terceira temporada, chocando muitos fãs e fazendo os sites de entretenimento se perguntarem o que aconteceria com a série.

Com os ingredientes perfeitos para se tornar vício, The Blacklist gira em torno de Raymond “Red” Reddington, mestre do crime número 1 na lista dos mais procurados do FBI, posição que ocupa há 20 anos. Interpretado magnificamente por James Spader, um dos grandes nomes de Hollywood, premiado com Emmy e Globo de Ouro ao interpretar personagens peculiares, com Reddington ele não foge do padrão Spader de originalidade. Seu personagem na série não é apenas excêntrico, mas extremamente cativante.

A história tem início com a aparição de Red na sede do FBI em Washington D.C. Sua rendição voluntária movimenta o Bureau e uma equipe de agentes especialistas é acionada para assumir o caso. Reddington então revela que possui uma lista com o nome dos maiores criminosos do mundo — alguns desconhecidos até mesmo do FBI — e pretende entregá-la em troca de sua imunidade. No entanto, além dessa exigência, Raymond demanda a presença de Elizabeth Keen (Megan Boone), uma agente recém saída de Quântico, para mediar as negociações.

Elizabeth é pega de surpresa quando descobre que o criminoso mais procurado do mundo não falará com ninguém além dela. Suspeitas começam a surgir: De onde Raymond Reddington conhece Elizabeth Keen e por que ele parece saber tanto a seu respeito? Os fãs não demoraram muito a vir com uma teoria: Liz pode ser filha de Reddington. A verdade por trás das suposições será divulgada apenas no final da 3ª temporada. E enquanto essa revelação não é feita, os fãs acompanham a captura dos Blacklister (criminosos da lista de Red), que promete trazer inúmeras surpresas e emoções ao longo das três temporadas.

The Blacklist se tornou um fenômeno tão grande que rendeu um spin-offThe Blacklist: Redemption (ou Lista Negra: A redenção) —, cujo trailer foi divulgado em maio, mas ainda não tem data de estreia.

Aqui no Brasil a série é exibida pela Rede Globo, que está apresentando a 2ª temporada, e pela Sony (TV por assinatura).

A quarta temporada, muito desejada pelos fãs, estreou em setembro, e vem recheada de ação, revelando segredos há muito enterrados.



Veja o trailer da primeira temporada:




segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Eles esperam por você 

                                                                                                                               - Rocio Paik


Cachorro disponível para adoção no centro de zoonoses. Foto: Rocio Paik.
Cinco moradores de rua morreram este ano por causa do frio. Pelas ruas cinzentas do centro paulistano, Celso arruma os papelões de sua carroça entre os pedaços de pano velhos descartados no chão. O barrete cinza combina com o asfalto e a poluição tão familiar de São Paulo. Dentro de seu carrinho, três cabecinhas saem para espiar os que se aproximam de seu dono. Os olhares protetivos de Corínthia, Lolo e Bobby se levantam a todo instante para vigiar e proteger o dono. Celso, morador de rua, apresenta alegremente seus companheiros e relata que conviveu com os três cachorros há quatro anos. “Para mim, é a minha família, é tudo”, revela ele ao ser indagado sobre a importância dos animais em sua vida. Para tentar contornar a situação de flagelo causado pelas baixas temperaturas o prefeito Fernando Haddad instalou albergues provisórios. Antes desta decisão, os moradores de rua mas objetos pessoais e cachorros não podiam entrar com seus donos nos abrigos. Desta forma, alguns preferiram pôr suas vidas em risco e permanecer ao relento junto com seus pertences e seus cães. Essas pessoas arriscam as próprias vidas para não abandonar seus animais. Foi por isso que Haddad decidiu implementar a experiência de deixar que os moradores de rua pudessem ir para os albergues junto com seus cães.

As palavras são sinceras. Curtas, porém suficientes para demonstrarem o companheirismo e o amor entre o ser humano e o cachorro. A convicção nos olhos do dono de quem nunca abandonaria seus cachorros, seja o que acontecesse, provava que em São Paulo poderia, ainda, brotar a esperança do amor pela adoção de animais. O breve diálogo com Celso, apesar de suas pequenas respostas, ecoou a voz dos moradores de rua que deixavam em risco suas vidas para estarem juntos aos seus familiares. Inculcou a importância destes seres indefesos, mas grandes companheiros. Corínthia, Lolo e Bobby foram um dos 20 milhões de cachorros abandonados na grande metrópole paulistana segundo a estatística da Organização Mundial de Saúde, entretanto, salvas graças a uma alma solidária.

Morador de rua com seus cachorros. Foto: Rocio Paik.
Os motivos do abandono variam desde a impossibilidade da criação pela condição financeira, falta de tempo e falta de responsabilidade até a ausência de carinho. A causa do afastamento é sempre triste, mas as consequências podem ser ainda piores. Imagine ver o seu cachorro desnutrido buscando por lixo para obter comida. Ter o conhecimento de que ele acarretou uma doença por conta do contato com alimentos contaminados. Perceber que ele ainda está o procurando. Descobrir que sua pata está ferida por um acidente em que ninguém se responsabilizou. E, logo, reparar que nesse grave estado, mesmo inserido em um centro de adoção, ninguém o adotaria. Vendo a vida de Celso é perceptível como os cachorros dão uma vida mais colorida às pessoas, existindo uma relação mútua entre estes. Os animais abandonados dependem da solidariedade humana. Além da alimentação saudável que os seres humanos podem lhes oferecer, do sorriso, do carinho e do abraço. “Os cachorros são dependentes dos seres humanos”, como afirma o fotógrafo de moradores de rua, Edu Leporo relata.

Uma das voluntárias da instituição do Centro de Adoção Natureza em Forma, Aline Caovila, demonstrou a realidade dos cachorros em espera da adoção. O lugar visitado estava cheio de animais engaiolados. A cada passo dado, sentia-se e o olhar desesperado dos pequenos seres se direcionando ao visitante. Era sombrio, escuro, abafado, sufocante. A cada instante, uma agonia constante. Aline, calmamente, relatou que o trabalho era feito em parceria com outras ONGs e protetoras que resgatavam os animais. Os cachorros passariam a semana esperando no próprio centro de adoção e, nos finais de semana, voltariam para as associações de resgate. Este ciclo se repetiria constantemente, até que se chegasse o fim da vida desses animais.

Caovila, que trabalhou no centro há dois anos, com um tom melancólico e frio, dizia que os cachorros são como crianças que precisam de atenção, de uma família, contato e convivência com as pessoas. Afirma que, infelizmente, as pessoas optavam por selecionar e comprar animais de determinadas raças do que adotar: “Toda situação para a gente é especial. Todo animal que ganha um lar é uma situação bacana. A gente tenta se ligar no presente e no futuro dele. Não no que passou, sempre daqui a frente,” garante. A moça, após um triste suspiro, alegou que já houve um caso no qual um cachorro cego ficou seis anos esperando por alguma alma solidária: o Jacobá. Disse também que haviam cachorros que morriam dentro das gaiolas esperando pela compaixão das pessoas. Num ambiente onde vários animais escutavam a entrevista, o medo crescia ao parecer que eles podiam entender a conversa. A palavra “morte” asfixiava, ainda mais, o deprimido instituto.

No site do Mercado Livre, anunciam a venda, em São Paulo, de cachorros classificados por RAÇA. 7433 vidas ranqueadas por preços. Além de vendidas, 7433 vidas estão sendo selecionadas. Sendo, portanto, esta informação um indício de que muitas pessoas investem o dinheiro em cachorros apenas de raças desejadas, ou melhor, para cachorros que passam a servir de enfeites e objetos de ostentação. Daí a necessidade de se estimular a adoção responsável em vez da compra. Assim, uma súbita curiosidade esclarecedora surgiu no PET Shop Cobasi. Na empresa se encontravam cachorros vira-latas dentro de suas gaiolas, latindo. Situavam-se na área para receberem doações de ração. Cerca de vinte pessoas passavam ao redor da matilha e apenas observavam. Ouvia-se de um lado e do outro como esses cachorros eram coitados, mas ninguém fazia absolutamente nada. Era notável que, os cães latiam de fome. E carência. Assistindo a situação deprimente, foi preciso indagar os clientes para compreender o porquê do descaso.

Fátima, analista de sistemas, estava com o seu cachorro tosado e comprado, da raça Lhasa apso. Dado o exemplo da venda de cachorros de raça no site do Mercado Livre, a senhora lançou a sua opinião sobre o caso. Fátima acredita que toda vida tinha um preço. Compara com situações realísticas dos seres humanos: diz que o preço da vida das pessoas que morriam por causa de falta de assistência médica é de quinhentos reais, preço de um convênio médico. Marcele, assessora, e Rafael, professor de educação física, compraram um filhote Pit bull. Relatam que foi uma raça que eles sempre desejaram ter. Disseram que, infelizmente, a maioria das pessoas optavam por comprar cachorros, procurando determinadas raças e filhotes. Porém, não se deram conta de que eles mesmo faziam parte da estatística.

Em contraposição, Marli, pedagoga, que ganhou seu cachorro de um amigo, demonstrou a irracionalidade das pessoas ao comprarem vidas. Mesmo as pessoas carregando o temor de que cães abandonados, vira-latas e cachorros em adoção tragam doenças e deem o grande trabalho de efetuar tratamentos de saúde, não justifica a compra de animais de raça: “Ao invés das pessoas gastarem por um cachorro de raça de dois mil reais, podem simplesmente pegar um bicho e pagar tudo, dar assistência.”

Após a vista de uma cruel realidade, falta de empatia das pessoas e a tristeza dos cachorros no PET Shop, foi preciso buscar algo que desse esperança. Foi o que aconteceu com a estudante Isabella Tibiriçá. A vida de Tibiriçá mudou após ter feito uma de suas melhores escolhas: adotar um cachorro. Ela foi numa ONG em São Paulo chamada ‘Amigo San Francisco’, onde conseguiu encontrar a sua alegria. Emocionada, relatou que havia feito a opção certa em acolher a vida de um pequeno ser vivo: o Cairo. A dona conta que, a princípio, passava uma grande parte de seu tempo sozinha em seu quarto. E cada membro da família, constituída por mãe, pai e irmão, agiam por conta própria. Porém, com a chegada do simpático vira-lata, Tibiriçá percebeu que as coisas haviam se tornado diferente e sentiu que o seu dia-a-dia havia mudado. A sua casa havia se tornado um lugar muito mais agradável para se situar. Toda a família começou a interagir mais um com o outro. O pequeno amigo havia alegrado, transformado o ambiente e, também, religado o laço de intimidade da família novamente. Além de trazer alegria e benefícios à condição salutar da família, Cairo se encontra igualmente feliz. O cachorro se diverte com a sua dona de uma forma em que nenhum bicho engaiolado poderia experimentar, como a de brincar com brinquedos industrializados e, também, passear com ele em um parque perto de casa. Assim, conclui-se que ambos se encontram felizes: a dona e o cachorro. Pois a relação deles é mútua.

No Centro de Controle de Zoonoses existem muitos cachorros assustados, medrosos e machucados. A maioria deles, no instituto, não conseguem olhar direito aos visitantes. Eles têm medo. Medo do abandono, medo do mau trato. Ou melhor, medo da ausência de amor. Até 2008, os cachorros abandonados nas ruas eram trazidos, através de várias carrocinhas, ao próprio Centro. Eles eram postos num estado de adoção e, se não fossem adotados dentro de um período de cinco dias, eram sacrificados — numa câmara atualmente inexistente — do instituto. A morte era justificada pelo intuito de que queriam controlar o número da matilha circulante em São Paulo. Às vezes, 200 cachorros eram mortos de uma só vez.

A vida dele é dependente das pessoas. Matar, sem dúvidas, é uma escolha egoísta feita pelo ser humano e que o próprio cachorro, dono de sua vida, não tem outra opção senão aceitar o sacrifício. Se o cachorro depende de alguém, consequentemente, dependerá de sua ajuda e amor. É preciso olhar o mundo sob a perspectiva de Celso. Ainda que, manchado de cinza, a visão e a vida colorida. Colorida pela família. Colorida pela bênção de três amigos que lhe foram dados para enfrentarem juntos a vida.

sábado, 15 de outubro de 2016

Loka das Séries – QUANTICO

Por: Letícia Passos




Com uma linha cronológica muito conturbada, misturando presente e futuro em todos os episódios, essa série é capaz de deixar o telespectador muito curioso e extremamente confuso.

Quantico revela a história dos novos recrutas do FBI: cada um com sua habilidade especial e uma bagagem de vivência dramática e misteriosa. O enredo gira em torno da NAT — Novo Agente em Treinamento — Alex Parrish (Priyanka Chopra), filha de um agente respeitado, que vai para o centro de treinamento do FBI sem o consentimento da mãe.

Em seu voo para Virginia, ela conhece Ryan Booth (Jake Mclaughlin), um militar cheio de charme com quem ela tem um caso rápido para aliviar a tensão de estar a caminho de Quântico. Entretanto, o homem que ela achou ser um caso de uma noite, acaba retornando a sua vida de maneira inesperada.

Além de precisar lidar com o intenso treino diário, Alex ainda descobre que entre os recrutas existe alguém que na verdade está ali apenas para investigá-la.

No futuro paralelo, um ataque terrorista destrói uma estação de metrô em Nova York e Alex acorda ilesa entre os escombros. Desorientada, a já agente Parrish não faz ideia de como chegou ali e o que exatamente aconteceu. Em meio a este caos, ela é acusada de ser a mente por trás do ataque. Lutando contra o tempo, Alex faz alianças improváveis e descobre que um de seus ex-colegas de classe é o responsável pelo ataque e arquitetou um plano sórdido para acusá-la. Sem saber em quem confiar, Alex se vê em uma busca implacável pelo culpado a fim de provar sua inocência.

A segunda temporada, que estreou em 25 de setembro, começa com Alex aceitando um convite da CIA para se tornar espiã. No entanto, para atingir esse status, ela precisa passar por um treinamento na Farm (Fazenda, no Brasil) e ser preparada para os desafios da espionagem.

Seguindo o mesmo padrão da 1ª temporada, um evento futuro se conecta ao presente e Alex, como operativa da CIA, precisa resolver o sequestro do presidente americano.


Veja o trailer da 1ª temporada:


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Esquadrão Suicida terá versão estendida em Blu-ray e Digital HD

Por: Giovana Costa



Assim como Batman VS Superman - A Origem da Justiça, Esquadrão Suicida também ganhará uma versão estendida em Blu-ray e Digital HD. O anúncio foi feito através das redes sociais do longa, por meio de um curto vídeo com algumas das cenas inéditas que estarão na nova versão do filme.

Por: Giovana Costa

Esquadrão Suicida é um filme baseado nos quadrinhos da empresa DC Comics e dirido por David Ayer. A história se passa em Gotham City (ahhh, amada Gotham!), quando a agente Amanda Waller (Viola Davis) decide reunir os piores detentos da cidade - os vilões que, em sua maioria, foram capturados por Batman (Ben Affleck) - para que enfrentem uma misteriosa entidade em troca da diminuição de suas penas, caso contrário, serão mortos. A equipe é supervisionada por Rick Flag (Joel Kinnaman) e liderada pelo Pistoleiro (Will Smith), contando também com Arlequina (Margot Robbie), El Diablo (Jay Hernandez), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje) e Amarra (Adam Beach).

Com uma gama de personagens interessantes e muito queridos pelos fãs das histórias em quadrinhos, o filme gerou muita expectativa no público. Porém, de acordo com a crítica, o filme teria falhado devido aos cortes de diversas cenas (o que gerou um grande desapontamento com a Warner) e devido á rapidez com a qual a história foi contada. Também foram questionadas a atuação de Cara Delevigne, que interpreta Magia e as rápidas aparições super estimadas do vilão Coringa, interpretado por Jared Leto. 
Coringa é um vilão muito querido entre os fãs e já foi interpretado nos cinemas por outros atores, como Jack Nicholson - em Batman (1989) - e Heath Ledger - em O Cavaleiro das Trevas (2008) - , ambos foram muito bem reconhecidos por suas atuações, o que tornam as comparações com o "novo Coringa" inevitáveis.

Porém, o filme ganhou a atenção dos fãs pela proximidade com as histórias em quadrinhos, por sua estética, pela trilha sonora variada que traz tanto clássicos como Queen e Bee Gees (#adoro), quanto novidades como Skrillex e Twenty One Pilots (#adoro2). Há também outro fator: o humor, uma característica relativamente nova nos filmes da DC Comics, que geralmente costumam ser mais sérios.


Por: CinePop

A versão em Digital HD será lançada nos EUA no dia 15 de novembro, e o Blu-ray chegará em 13 de dezembro. Mas fica o questionamento: o filme tem potencial e foram os cortes que realmente "cortaram o barato"? Ou a crítica estava certa? Agora é esperar a versão estendida para conferir! #ChegaLogo

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Thumbs Up – HALESTORM

Por: Letícia Passos



“I am the one you’ve been waiting for.”
(Eu sou aquela por quem você esteve esperando)

Essa trecho de I am the fire poderia facilmente definir o que esta banda de Hard Rock americana representa na vida de seus fãs. Uma das melhores bandas do gênero na atualidade, especialmente quando o assunto é qualidade vocal.

Halestorm foi formada na Pensilvania, EUA, em 1997, com os irmãos Hale, Elizabeth — ou Lzzy como prefere ser chamada — e Arejay. No final da infância esses dois já demonstravam seu amor pela música e o desejo de seguir na carreira musical com esse estilo adorado por milhões. Com influências artistas de peso como Metallica e Radiohead, a banda é hoje uma das mais populares nos Estados Unidos e Europa.

O que mais se destaca nas músicas da banda é a potencia da voz de Lzzy, capaz de arrancar um grave rigoroso e, em seguida, trazer agudos arrepiantes, que muios artistas de renome se sentiriam inseguros ao fazer. Seu timbre rasgado, ponto forte da maioria das músicas da banda, é o que conquista a maioria dos fãs. As melodias também não deixam a desejar, sempre carregadas de execuções maravilhosas na guitarra de Joe Hottinger — que entrou para a banda em 2003 —, a bateria criativa e sem pudor de Arejay e o acompanhamento no baixo de Josh Smith, que também é backing vocal.

Halestorm tem hoje três álbuns oficiais:

  •     Halestorm (2008), primeiro álbum oficial, que ficou na 11ª posição da Billboard Top Hard Rock Albums;
  •     The Strange Case of... (2012), segundo álbum de estúdio, alcançando a 15ª posição na Billboard 200. O primeiro single, Love Bites (So Do I), colocou Halestorm no topo da Active Rock Radio. Foi a primeira banda liderada por uma mulher que alcançou essa colocação; e
  •     Into The Wild Life (2015), o álbum mais recente, ficou em 5º lugar na Billboard 200 na primeira semana de lançamento.


Além dos álbuns oficiais, Halestorm tem dois EP’s gravados na fase inicial da banda e dois álbuns cover: ReAniMate: The CoVers 1 e 2. O terceiro álbum cover está atualmente em produção.

            Como se não bastasse a popularidade da banda e seus destaques no ranking da Billboard, Halestorm levou em 2013 o Grammy de Melhor Performance Hard Rock/Metal e se tornou a primeiro banda liderada por uma mulher a concorrer e vencer na categoria. Também em 2013, Arejay Hale ganhou o Golden Gods Awards por sua perfomance na bateria. 

A banda já esteve no Brasil três vezes e a última apresentação foi no Festival Maximus em setembro deste ano.

 Se todas essas referências ainda não te convenceram, aproveite para assistir o videoclipe da música mais famosa da banda e se convencer de que quando se trata de Rock, Halestorm sabe muito bem o que está fazendo.



quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Moda Na Veia: Favoritos do Fashion Month

Por Carol Buzo

Fotos: Vogue.com e Elle.au


Todas nós deviamos ser feministas
(Christian Dior) 

O Fashion Month (nome que se da ao mês em que acontece as 4 principais semanas de moda) acabou! E, como sou uma amante de moda e do blogger, acompanhei os desfiles e vim compartilhar com vocês as minhas coleções favoritas. Essa temporada foi emocionante, com Maria Grazia Chiuri estreando na Dior (primeira mulher a assumir a direção criativa da Dior) e Pierpaolo Piccioli alçando voo solo na Valentino, Dolce & Gabbana armando um jantar que, literalmente, fechou a via Montenapoleone, sem falar no prankster (para não dizer algo pior) que atacou a Gigi Hadid e a Kim Kardashian. Falando em Kim, quem ai percebeu o karma se voltando contra ela?

New York - Alexander Wang



Alexander Wang é um dos desfiles mais concorridos da semana de moda nova-iorquina. Ano passado ele decidiu deixar o comando da Balenciaga para focar em sua própria marca, e ele fez bem, suas coleções estão cada vez melhores. Nessa temporada ele desconstruiu peças consideradas essenciais no guarda roupa (como a camisa de alfaiataria), e deixou as peças com um ar mais athleisure e menos grunge. No final as modelos caminharam pela passarela usando o conjunto de moletom da parceria entre o estilista e a Adidas, revelada naquela noite. Ah, na primeira fila estava todo o Wang Squad + Madonna e sua filha Lola.




Londres - Burberry






Londres é a semana que apresenta os designers mais alternativos (?), e a minha querida Burberry. Esse ano a marca aderiu várias mudanças, primeira coleção see now buy now (ou seja, as peças já estavam à venda logo após o desfile), eles deixaram o Kensington Gardens e mudaram o horário. A tradicional marca inglesa provou mais uma vez que ela faz muito mais que trench coats impecáveis, com conjuntos inspirados em pijamas.


Milão - Prada



Aceito!
Milão é uma das minhas semanas favoritas, perdendo apenas para Paris. As marcas que desfilam na cidade italiana apresentaram coleções maravilhosas (como a Dolce e suas camisetas que tiravam sarro das imitações, a Gucci de Alessandro Michele, e o Woodstock 2.0 de Peter Dundas para a Roberto Cavalli), mas foi a Prada que conquistou o meu coração. Eu não consigo tirar esse desfile da minha cabeça desde que o vi pela primeira vez, é muito belo nas fotos, mas quando em movimento é divino. Com tudo o que está acontecendo no mundo atual, Miuccia quis simplificar, e buscar uma real elegância. Teve muito conjunto inspirado em pijamas, plumas e peças clássicas. Poderia ficar falando e escrevendo o dia inteiro sobre esse desfile, mas por enquanto vou ter que resumir em 4 letras: MARA.


Paris - Chanel




Data Base Chanel, esse é o nome da nova coleção da maison. Karl Lagerfeld se inspirou no mundo tecnológico para criar a coleção de primavera, o que resultou em vários acessórios metálicos e peças inspirada em lingeries e roupas para dormir (notou a repetição?). Assim como a Prada, não consegui parar de pensar no desfile desde que o vi. Resumindo: MARA

Ah, pra quem quer saber um pouco mais sobre os acessórios da Chanel, fiz um post sobre eles lá no Sea of Fleurs, e se quiser saber quais são as minhas outras coleções preferidas de Paris vai ter um post em breve lá também!