Por Letícia
Passos
“Escolha
acreditar”
Se você leu a Saga Twilight
(Crepúsculo, no Brasil), com certeza vai querer ter The Host (A Hospedeira) na sua lista de livros. É sobre vampiros?
Não! Mas tem a marca registrada de Stephenie Meyer com a vantagem da qualidade
literária. Gostamos de Twilight? Não.
Já lemos? Sim. Não dá para fazer a crítica de algo que não se conhece.
The Host não tem
nada do universo das criaturas místicas que tem estado em alta nos últimos
anos. Totalmente enredado na ficção científica, o livro nos apresenta Melanie
Strayder, uma garota que viu a Terra ser invadida por alienígenas que usam os
humanos como hospedeiros. Como parte da resistência que luta para não ser
infectada pelas almas — como se identificam os invasores —, Melanie e seu
irmão, Jamie, conhecem o corajoso Jared Howe, que por muito tempo acreditou ser
o único humano a resistir à invasão. Dada à descoberta de outros sobreviventes,
os três se unem e tentam sobreviver juntos.
Infelizmente, certo dia, o lugar em que se refugiam é
descoberto pelos alienígenas e, na tentativa de salvar o irmão, Melanie é
capturada e tem introduzido em seu corpo uma alma. Wonderer (Peregrina), a nova habitante, acredita estar sozinha na
hospedeira, mas descobre para sua grande surpresa que, de alguma forma, Melanie
conseguiu manter-se viva, apesar de não ter controle sobre o próprio corpo.
Por ocupar o corpo de uma rebelde, Wonderer é chamada para fornecer
informações sobre o paradeiro do restante da resistência já que tem acesso às
memórias de Melanie. A moça então tenta convencer Wonderer a não delatar
seus amigos e, depois de muita insistência, ela aceita o pedido de Melanie e
ainda topa ajudá-la a retornar para junto dos entes queridos.
Wonderer poderia
facilmente se passar por Melanie diante dos rebeldes afinal, ela dispõe de
todos os recursos necessários para convencê-los: o corpo e as memórias de
Melanie. No entanto, quando um humano está ocupado por uma alma, seus olhos
ganham uma linha prateada ao redor da íris. Por isso, ao ser encontrada por
Jebediah, tio de Melanie e líder da resistência, Wonderer é tratada como inimiga e mantida como prisioneira. Ela só
continua viva por estar no corpo da sobrinha de Jebediah, que não tem coragem de
matá-la. Aprisionada em um acampamento em que todos a detestam, o desafio de Wonderer é ganhar a confiança dos
rebeldes e provar que apesar de ser uma das invasoras, ela está do lado deles.
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| Por Giphy.com |
Para quem gosta de romance e de shippar personagens, um aviso: Não tomem qualquer decisão até
conhecer Ian O’Shea, esse descendente de irlandês maravilhoso!
O livro, que virou filme em 2013, não é tão popular
quanto Twilight, mas é melhor em
todos os sentidos. Os personagens são intensos, a história é provocante e muito
bem construída, além de viciante (eu não consegui parar de ler) e — para os
românticos de plantão — mostra que o amor não tem fronteiras planetárias.
O filme, como qualquer adaptação para o cinema, deixa
de fora algumas cenas e muda outras para caber no padrão Hollywoodiano de
produção. Entretanto, ao contrário da maioria, o filme é bastante fiel à
história original.
Para quem já assistiu, mas não leu o livro: por favor,
leiam! Diquinha Marota! É uma
experiência surpreendente.
Para os fãs de distopias é mais um
livro de caráter filosófico, com mensagens profundas sobre a luta contra o
sistema opressor (Ó nós aí de novo!).
Ou seja, romântico ou revolucionário, esse livro
atende a todos os gostos.
Portanto, só me resta desejar uma excelente leitura.


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