terça-feira, 1 de novembro de 2016

Book Tip - The Host

Por Letícia Passos


“Escolha acreditar”


Se você leu a Saga Twilight (Crepúsculo, no Brasil), com certeza vai querer ter The Host (A Hospedeira) na sua lista de livros. É sobre vampiros? Não! Mas tem a marca registrada de Stephenie Meyer com a vantagem da qualidade literária. Gostamos de Twilight? Não. Já lemos? Sim. Não dá para fazer a crítica de algo que não se conhece.

The Host não tem nada do universo das criaturas místicas que tem estado em alta nos últimos anos. Totalmente enredado na ficção científica, o livro nos apresenta Melanie Strayder, uma garota que viu a Terra ser invadida por alienígenas que usam os humanos como hospedeiros. Como parte da resistência que luta para não ser infectada pelas almas — como se identificam os invasores —, Melanie e seu irmão, Jamie, conhecem o corajoso Jared Howe, que por muito tempo acreditou ser o único humano a resistir à invasão. Dada à descoberta de outros sobreviventes, os três se unem e tentam sobreviver juntos.

Infelizmente, certo dia, o lugar em que se refugiam é descoberto pelos alienígenas e, na tentativa de salvar o irmão, Melanie é capturada e tem introduzido em seu corpo uma alma. Wonderer (Peregrina), a nova habitante, acredita estar sozinha na hospedeira, mas descobre para sua grande surpresa que, de alguma forma, Melanie conseguiu manter-se viva, apesar de não ter controle sobre o próprio corpo.

Por ocupar o corpo de uma rebelde, Wonderer é chamada para fornecer informações sobre o paradeiro do restante da resistência já que tem acesso às memórias de Melanie. A moça então tenta convencer Wonderer a não delatar seus amigos e, depois de muita insistência, ela aceita o pedido de Melanie e ainda topa ajudá-la a retornar para junto dos entes queridos.

Wonderer poderia facilmente se passar por Melanie diante dos rebeldes afinal, ela dispõe de todos os recursos necessários para convencê-los: o corpo e as memórias de Melanie. No entanto, quando um humano está ocupado por uma alma, seus olhos ganham uma linha prateada ao redor da íris. Por isso, ao ser encontrada por Jebediah, tio de Melanie e líder da resistência, Wonderer é tratada como inimiga e mantida como prisioneira. Ela só continua viva por estar no corpo da sobrinha de Jebediah, que não tem coragem de matá-la. Aprisionada em um acampamento em que todos a detestam, o desafio de Wonderer é ganhar a confiança dos rebeldes e provar que apesar de ser uma das invasoras, ela está do lado deles.


Por Giphy.com

Para quem gosta de romance e de shippar personagens, um aviso: Não tomem qualquer decisão até conhecer Ian O’Shea, esse descendente de irlandês maravilhoso!

O livro, que virou filme em 2013, não é tão popular quanto Twilight, mas é melhor em todos os sentidos. Os personagens são intensos, a história é provocante e muito bem construída, além de viciante (eu não consegui parar de ler) e — para os românticos de plantão — mostra que o amor não tem fronteiras planetárias.

O filme, como qualquer adaptação para o cinema, deixa de fora algumas cenas e muda outras para caber no padrão Hollywoodiano de produção. Entretanto, ao contrário da maioria, o filme é bastante fiel à história original.

Para quem já assistiu, mas não leu o livro: por favor, leiam! Diquinha Marota! É uma experiência surpreendente.

Para os fãs de distopias é mais um livro de caráter filosófico, com mensagens profundas sobre a luta contra o sistema opressor (Ó nós aí de novo!).

Ou seja, romântico ou revolucionário, esse livro atende a todos os gostos.

Portanto, só me resta desejar uma excelente leitura.

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